Dos tempos de escola

                                           
Dos tempos de escola, é uma história fictícia que trata do resgate da amizade de um grupo de amigos formado por alunos de uma escola de ensino fundamental e médio situada na zona norte de Belo horizonte - Minas Gerais. É claro que nem todos pertenciam à mesma sala de aula porque a cada início de ano letivo sempre havia o remanejamento de alunos para outras turmas, visto que, existiam várias turmas todas da mesma série mas, o mais importante é que isso jamais se tornou um impecílio para a união do grupo, pois o intervalo para o lanche se tornou o ponto de encontro para eles, e o bate-papo fazia o papel de complemento porque ali eles colocavam suas angústia e suas alegrias em dia, os assuntos que rolavam em suas conversas estavam sempre ligados a matérias escolares, rotina cotidiana e se estendia a namoros e paqueras.  A relação entre o grupo se firmou mesmo a partir do final da oitava série e se estendeu por todo o ensino médio, após isso, aos poucos o grupo foi se dispersando e cada um tomou um rumo diferente, anos depois acontece algo surpreendente e duas integrantes desse grupo se reencontram por mera coincidência dentro de um hipermercado, esse reencontro aconteceu em um dos corredores do mesmo, consideradas as cabeças daquele grupo, Raquel e Marta de repente se viam ali frente a frente, e sabemos que em grandes estabelecimentos encontros e desencontros sempre são possíveis e, não é raro a possibilidade de encontros surpreendentes e agradáveis. No entanto, enquanto uma olhava preços de produtos em um corredor, a outra fazia o mesmo no corredor ao lado e naquele momento a única coisa que as separava era apenas uma parede em forma de prateleiras mas, as coincidências da vida iria aproximá-las naquele dia, e isso acontece quando Raquel entra no corredor em que Marta se encontra, a fim de procurar um produto que está precisando, e uma vez naquele corredor, Raquel observa uma jovem senhora olhando preços de alguns produtos e vê algo bastante familiar do tipo eu conheço essa pessoa de algum lugar e de fato conhecia, diante de tal situação que atitude tomou Raquel ? Raquel se aproximou cuidadosamente e a indagou sobre o produto que estava a procura, e quando Marta vira-se para responder-lhe olhando nos olhos, percebe também algo familiar em Raquel mas, disfarça e apenas aponta para o produto que está logo ali próximo, Raquel agradece, pega o produto e se afasta um pouco para olhar outros itens, contudo, permanece grilada com o aspecto familiar daquela jovem senhora e então decide se aproximar para interrogá-la, observe o desenrolar dessa história acompanhando o diálogo:

(Raquel) - Senhora me desculpe por interrompê-la novamente! mas, acho que a conheço de algum lugar.

(Marta) - Engraçado! mas, tive a mesma impressão.

(Raquel) - Estudou onde ?

(Marta) - No Durvalino Correia, na zona norte, fiz ensino fundamental e médio tudo lá.

(Raquel) - Meu Deus! É você Marta ?

(Marta) - Sim, me chamo Marta.

(Raquel) - Você não está lembrando de mim ?

(Marta) - Não tenho certeza, mas, acho que é Raquel!

(Raquel) - Sim, sou eu mesma Marta.

(Marta) - Você está muito diferente, por isso que não te reconheci.

(Raquel) - Meu Deus, quanto tempo! deixa eu te dar um abraço!

(Marta) - Quantos abraços desejar!

(Raquel) - Você nem imagina mas, estou trêmula de emoção!

(Marta) - Estou percebendo sim, senti isso quando me abraçou.

(Raquel) - Pois é menina, mas, fica tranquila que é de felicidade!

(Marta) - Pois é Raquel, você era a alma do grupo, sempre dando atenção pra todo mundo e era tudo tão bom!

(Raquel) - Depois que terminamos o ensino médio, teve dias que eu chorava e chorava, depois ria de mim mesma, sofri bastante com o fim do nosso grupo, depois acabei viajando pra Florianópolis para casa de minha tia e fiquei um bom tempo por lá, eu até lembro de ter mandado uma mensagem pra você antes de viajar, mas, não tive resposta.

(Marta) - Não pude ver amiga, porque perdi meu celular e acabei ficando sem o contato da maioria do pessoal, inclusive o seu, por isso me desculpa!

(Raquel) - Desculpas aceita! mas, me passa logo seu contato para combinarmos algo depois e não perdermos a oportunidade de tentar encontrar a galera.

(Marta) - Anota aí e me passa o seu também, vamos encontrar esse povo perdido uai!

(Raquel) - A gente vai conseguir e pode aguardar que vou te ligar. Ah! estava esquecendo de perguntar pra você sobre a Cíntia, lembra dela?

(Marta) -  Não tem como esquecer, ela era meio maluquinha e atrapalhada mas, com um coração de ouro.

(Raquel) - Essa mesma, irmã de Lívia, as duas se juntaram a nós já na 8ª série. O que aconteceu com ela ?

(Marta) - menina! tá trabalhando numa loja bonita em um shopping, tá diferente, bem arrumada e elegante mas, continua com a simplicidade de  sempre, me reconheceu na hora e ainda perguntou por você, fiquei super feliz por encontrá-la!

(Raquel) - Que bom, mas, o que ela perguntou sobre mim ? E o que você falou?

(Marta) - Perguntou se mantínhamos contato e eu disse que não, porque havia perdido seu contato e de todos os outros, mas, fiquei de ligá-la  para combinarmos um encontro e matar saudades dos velhos tempos.

(Raquel) - Que legall! e quanto a Lívia? Cíntia tem notícias dela? É que há uns dez dias atrás encontrei o contato dela e mandei uma mensagem para confirmar se de fato aquele número continuava pertencendo a ela e ela retornou, só que ela disse que naquele momento estava muito atarefada, mas, depois retornaria com calma e até agora nada.

 (Marta) - Fica tranquila Raquel, ela apenas viajou para casa da avó e acho que lá não pega sinal de celular, mas, logo logo ela estará de volta, vou pedir a Cíntia que avise quando ela voltar, para podermos marcar nosso encontro, combinado?

(Raquel) -  Combinado Marta e que alegria te reencontrar! agora preciso ir, não esquece de me avisar, tchau!

(Marta) - Tchau Raquel!

Dia seguinte após o encontro de Raquel e Marta no hipermercado, Lívia volta da casa de sua avó e vai direto ao shopping onde trabalha Cíntia sua irmã.

Acompanhe o diálogo:

(Lívia) - Oi mana, sentiu minha falta?

(Cíntia) -  Oi Lívia, senti sim, como está a vovó?

(Lívia) - Está bem, mandou beijos e abraços e disse que está sentindo falta de suas visitas.

(Cíntia) - Deve está com saudades de minhas maluquices!

(Lívia) - foi exatamente isso que ela falou, rs!

(Cíntia) - eu sei, vovó ama minhas loucuras!

(Cíntia) - Ah, sabe quem passou aqui na loja?

(Lívia) - Nem imagino!

(Cíntia) - A marta menina ! nossa amiga de escola, ela ficou de me ligar para atualizarmos nossos contatos com a galera.

(Lívia) - Oh que legal! ela perguntou por mim?

(Cíntia) - Perguntou sim.

(Lívia) - Ah, bom!

(Lívia) - Eu esqueci de te falar que Raquel me enviou uma mensagem e eu retornei para dizer que depois conversaríamos com calma, quando eu chegar em casa vou fazer isso, senão ela vai achar que não fiz caso.

(Cíntia) - Raquel, sempre muito atenciosa e carismática com todos, sinto muita saudades dela, oh mana, fica a vontade aí que vou atender a cliente que acabou de entrar.

(Lívia) - Relaxa mana, você está no seu trabalho, eu é que estou atoa, eu vou indo e a noite te ligo pra gente conversar melhor, tchau!

(Cíntia) - Não menina, não vai agora não, me aguarda só um pouco!

(Lívia) - Negativo, te ligo a noite, fui!

(Cíntia) - Então, tá bom, tchau, beijo!

Logo mais tarde por volta das 20:00 hs, toca o celular de Lívia e ao pegar o aparelho observa que se trata de Cíntia sua irmã.

(Lívia) - Oi Cíntia, estava pensando em você agora mesmo e já ía te ligar, só estava terminando de arrumar a cozinha.

(Cíntia) - Eu imaginei, mas agora dar pra gente conversar, não é ?

(Lívia) - Com certeza, agora não tem clientes para atrapalhar nossa fofoca, rs!

(Cíntia) - É verdade, agora deixa eu te falar, Marta me ligou agora a pouco e disse que encontrou Raquel em um hipermercado, conversaram um pouco e combinaram de conversar mais por celular e ver se conseguem contatar a galera da escola para um encontro, inclusive Raquel confirmou que estava aguardando seu retorno, mas, você havia sumido e então marta a informou que você estava para casa de nossa avó.

(Lívia) - Pois é menina, você sabe que na casa de vó não tem internet, achei ruim nos dois primeiros dias, mas, depois fui me acostumando com ideia de ficar um pouco desligada desse mundo de rede sociais e curtir mais o sossego da roça.

(Cíntia) - Oxe ! tá uma verdadeira camponesa, kkkk, brincadeira mana, você está certa, um pouco de paz e tranquilidade não faz mal a ninguém. Mas, agora já está pronta para voltar a vida maluca da cidade, ok !

(Lívia) - Com certeza, prontíssima, vou conversar com Raquel e vamos organizar esse encontro mais rápido possível, sinto muita saudades de todos!

(Cíntia) - Tudo bem Lívia, converse com Raquel e depois me avise em que posso contribuir, agora vou esquentar o jantar e me preparar para mais uma jornada de trabalho amanhã, boa noite e fique na paz do nosso amoroso criador.

(Lívia) - Boa noite mana, pode deixar que amanhã mesmo já vou entrar em contato com Raquel para agilizarmos esse encontro, beijos!

(Não perca, essa história continua e ainda tem muta coisa pra acontecer...)





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